sábado, 6 de novembro de 2010

De olho na Sul-Americana, Felipão poupa oito jogadores contra o Bugre

O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, resolveu poupar oito jogadores do confronto contra o Guarani, neste domingo, às 19h30m (horário de Brasília), na Arena Barueri, pela 34ª rodada do Brasileirão. Apenas cumprindo tabela na competição nacional, o Verdão está priorizando a Copa Sul-Americana: quarta-feira que vem, tem confronto contra o Atlético-MG, pelas quartas de final.

Com isso, não enfrentam o Bugre os seguintes atletas: o goleiro Deola, o zagueiro Danilo, os volantes Edinho, Márcio Araújo e Marcos Assunção, o meia Lincoln e os atacantes Luan e Kleber. Isso sem contar o goleiro Marcos e o meia Valdívia, que ainda se recuperam de lesões.

O lateral-direito Vítor e o zagueiro Maurício Ramos, que estavam machucados, foram convocados. O atacante Dinei, que não atuou Atlético-PR, na última quinta-feira, pelo Brasileirão, porque pertence ao Furacão, volta à equipe.

Confira os relacionados

Goleiros: Bruno e Fábio
Laterais: Vítor, Luis Felipe e Gabriel Silva
Zagueiros: Maurício Ramos, Fabrício e Leandro Amaro
Volantes: Rivaldo, Pierre e Bruno Turco
Meias: Tinga, Patrik e Bruno Oliveira
Atacantes: Ewerthon, Dinei, Vinícius, Tadeu e Julio César

Fonte: Globo Esporte

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Palmeiras vai poupar jogadores

Valéria Zukeran - O Estado de S.Paulo
Depois da derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR anteontem, o técnico Luiz Felipe Scolari admitiu pela primeira vez que o time vai tirar o foco do Campeonato Brasileiro e concentrar energias na Copa Sul-Americana. O treinador afirmou que poupará de quatro a cinco titulares para o jogo contra o Guarani, amanhã, pelo Nacional, pensando apenas no confronto decisivo contra o Atlético-MG na próxima quarta-feira, pelo torneio continental.
Felipão não adiantou quais jogadores poderá poupar, mas terá alguns que estavam contundidos recuperados e à disposição, como o zagueiro Maurício Ramos e o lateral-direito Vitor .
O dia do treinador terminou com um encontro com jornalistas na sala de imprensa do Centro de Treinamento. O objetivo era expor alguns de seus descontentamentos no que diz respeito ao tratamento que tem recebido da imprensa ao mesmo tempo que esclarecer e encerrar desavenças com parte dos jornalistas que acompanham o time regularmente.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fabrício prega trabalho, conversa e cabeça erguida para reagir

O zagueiro Fabrício concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira [06] e afirmou que o clima entre os jogadores é de muita tristeza pela derrota diante do Cruzeiro, mas garantiu que ninguém está abalado ou desiludido. Segundo o camisa 26, não tem faltado comprometimento para o grupo.

“Os jogadores aqui têm brio, têm capacidade, e eu não estaria aqui dizendo isso se não fosse verdade. Estão todos analisando os erros que cometemos e trocando ideias para encontrar as soluções. Não nos resta alternativa a não ser trabalhar, tanto no campo quanto na base da conversa. Estamos de cabeça erguida porque sabemos que podemos e vamos melhorar”, destacou.

Apesar da dificuldade que o Palmeiras vem encontrando para encostar nos primeiros colocados, Fabrício crê que nada esteja perdido. “Estamos focados no campeonato e em colocar o Palmeiras no lugar que ele merece. O nosso grupo é forte e a gente confia em nós mesmos. O Brasileiro está na metade, ainda tem muita bola para rolar. Tenho certeza de que podemos atingir os nossos objetivos”, afirmou.

O camisa 26 evitou também procurar culpados pela virada sofrida contra os mineiros. “O que aconteceu foi uma sucessão de erros de marcação que acabou dando espaços para eles, e quando se tem dois jogadores inteligentes como o Montillo e o Roger, fica complicado”, disse Fabrício, que descartou também um excesso de cautela pelo esquema com três zagueiros.

“Estamos procurando a melhor forma de jogar, e atuar com três zagueiros não é necessariamente uma retranca. É possível ser ofensivo mesmo com três zagueiros. O próprio Felipão foi campeão mundial em 2002 como esse esquema, e a seleção mostrou um bom futebol”, comparou o jovem, que, em muitos momentos das partidas, também tem aparecido bem na lateral esquerda.

Tinga acredita em um Palmeiras mais entrosado no returno

Agência Palmeiras
Marcelo Cazavia
06/09/2010 19h20
Um dos mais novos do elenco alviverde, o volante Tinga se disse bastante “chateado e incomodado” com a instabilidade do Palmeiras. No entanto, na entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira [06], o jogador ressaltou que a equipe está se acertando e garantiu que ela vai evoluir na temporada.

“O time ainda não encaixou plenamente até porque alguns jogadores chegaram há pouco tempo, como é o meu caso, do Fabrício, do Rivaldo, do Valdivia, entre outros. A equipe está em formação, mas sabemos que podemos ter uma boa sequência”, afirmou.

Tinga contou que o técnico Luiz Felipe Scolari teve um bate-papo bastante produtivo com os atletas antes do início do treino e reforçou a união do grupo. “O que ele disse é que as coisas têm que mudar, não podem continuar assim. Já tivemos chances de embalar e sempre tropeçamos. Nossa equipe está crescendo, mostrou isso nos dois jogos anteriores e no primeiro tempo contra o Cruzeiro, mas estamos tendo dificuldade em manter o ritmo”, disse.

“Temos de ter a consciência de saber que temos de jogar o tempo todo bem, sem deixar o ritmo cair”, prosseguiu. “Um tem que dar força para o outro para o time não sofrer uns apagões como sofremos no segundo tempo contra o Cruzeiro”, completou.

O próximo desafio, contra o Vitória, quarta-feira [08], em Salvador, é bastante complicado, reconhece Tinga, mas ele está confiante. “O Vitória é realmente muito forte lá, joga com muita intensidade, mas nós temos que ir para lá pensando somente em voltar com os três pontos. Temos que fazê-los entrarem no nosso ritmo de jogo”, concluiu.

Palmeiras confia em reação antes de priorizar a Sul-americana

Descrente com o retrospecto do Palmeiras no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o técnico Luiz Felipe Scolari afirmou, após a derrota para o Cruzeiro, que pensaria em priorizar a Copa Sul-americana - o Verdão tem mais chances de alcançar vaga à Copa Libertadores na competição continental do que de chegar ao G-4 no nacional. O elenco, no entanto, ainda confia em uma reação no returno.

"O futebol é muito relativo. O Flamengo, por exemplo, ano passado pagava menos do que nós, devia salários e arrancou para o título, mesmo estando em 12 lugar após a virada do turno", disse o diretor de futebol, Genaro Marino, tentando estabelecer uma coincidência. O Verdão de Felipão, que começa a entrosar seus reforços, é 12 colocado após 19 rodadas e também pode reagir.

"Não dá para ser muito lógico. Priorizar a Sul-americana seria como abandonar a disputa do Brasileiro, o que não vale a pena para nós", continuou o dirigente. A ideia de adiar os planos de priorização também passa pela cabeça do zagueiro Fabrício, muito confiante em uma melhora do elenco na metade final da competição nacional. Para ele, as chances de terminar no G-4 são boas.

"Não dá pra dizer que devemos priorizar a Sul-americana porque o Brasileiro ainda está na metade. É muito cedo para falar que é prioridade, tem muita bola para rolar. Temos mais jogos pela frente e com certeza o Palmeiras vai dar a volta por cima para alcançar seu objetivo", afirmou Fabrício, titular que divide com o reserva Tinga a empolgação para melhor o desempenho da equipe.

"No segundo turno, o time todo vai começar uma sequência boa e aí temos que ter trabalho, dedicação e vontade. Com isso, vamos conseguir o nosso objetivo principal, que é sair do foco do pessoal lá de trás (posições piores) e depois conseguir chegar lá na frente (no G-4)", complementou o volante do Verdão.

Chuva atrapalha treino do Palmeiras, e Felipão cancela trabalho tático

A chuva que caiu na manhã desta terça-feira na capital paulista atrapalhou o trabalho do Palmeiras no feriado. Na véspera da partida contra o Vitória, em Salvador, o time alviverde não conseguiu realizar o treino tático programado pela comissão técnica.O treino só foi liberado para a imprensa às 10h15. Quando os portões foram abertos, só foi possível ver a parte final do "rachão", e Marcos Assunção, Fabrício e Vitor treinando cobranças de falta.

Estava programado para a manhã desta terça-feira um treino tático, além do tradicional rachão. Mas a chuva que caiu na capital paulista impediu o treinador Luis Felipe Scolari de cumprir a programação.

A partida contra o Vitória marcará a estreia do Palmeiras no segundo turno do Campeonato Brasileiro. No primeiro turno, a equipe paulista venceu o adversário baiano por 1 a 0, com gol de Lincoln. O meia, no entanto, desfalca a equipe para o confronto com uma lesão na coxa direita. A outra baixa é o goleiro Marcos, que levou uma pancada no joelho esquerdo na derrota para o Cruzeiro e também não foi relacionado.

"Ele está tranquilo, já passou por outros momentos como esse. Mas é claro que ninguém gosta de se machucar. É depressivo ficar no departamento médico", avaliou Deola, que substituirá o camisa 12 na partida em Salvador.

Os relacionados para o jogo na capital baiana são: Deola, Bruno, Tadeu, Danilo, Edinho, Valdivia, Ewerthon, Vitor, Fabrício, Kleber, Rivado, Luan, M. Araújo, M. Assunção, Maurício Ramos, Patrik, Gabriel, Tinga, Pierre e Vinicius.

Scolari é o técnico com a mais fraca arrancada no Palmeiras em cinco anos

A segunda ‘era Felipão’’ no Palmeiras começou de mal a pior. E quem mostra isso são os números. Levantamento feito pela reportagem revela que, nos últimos cinco anos, um treinador palmeirense jamais teve início de trabalho tão pífio quanto o de Luiz Felipe Scolari nesta sua volta ao país.

Em seus 13 primeiros jogos à frente do Palmeiras, o treinador conquistou só duas vitórias -um aproveitamento de 38,4% dos pontos. Pouco para um treinador contratado a peso de ouro, sob a condição de salvador e dono do maior salário do país: R$ 700 mil mensais.

Scolari vem dizendo que se preocupa mais com o futuro. Mas o fato é que, desde 2005, todos os seus antecessores, como Muricy, Luxemburgo e Leão, tiveram um arranque melhor quando assumiram o Palmeiras.

‘Minha paciência também tem limite, igual à do torcedor. Mas, como comandante do time, preciso pedir paciência. É claro que ficamos envergonhados quando se perde desse jeito’’, disse Scolari após a derrota de domingo para o Cruzeiro (3 a 2), de virada, no Pacaembu.

O discurso do técnico não foi lá muito otimista. ‘Não podemos criar expectativa. Nossa preocupação é ficar longe da zona de rebaixamento. Em razão dessa inconstância, acho difícil até mesmo brigar pelo G4.’’

A palavra ‘estabilidade’’, por sinal, virou bandeira no discurso dos palmeirenses. Afinal, após o empate emocionante contra o líder Fluminense, no Maracanã, a expectativa era por uma vitória contra o Cruzeiro. Até chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo, mas permitiu a virada na segunda etapa.

‘Nosso objetivo é manter a estabilidade. Tivemos melhoras, resultados bons, mas às vezes sofremos um apagão durante o jogo’’, disse o zagueiro Fabrício.